Essa é a medalha Pierre de Coubertin:
"A Olimpíada não é uma competição para determinar quais os melhores atletas, selecionar os vencedores, coroar os maiores e mais extraordinários. Seu sentido é expor o que a humanidade pode fazer de melhor quando deseja ser o melhor."(Fonte)
Eu tava vendo as olimpíadas, aí fui ler um pouco mais sobre o espírito olímpico, até porque a medalha que o representa, é muito mais bonita ne?
Enfim, por que não trazemos esse espírito para nossa vida dentro das nossas ações?????
O pior é que as olimpíadas existem desde 776 a.C, como exemplo de lições de vida, mas a reflexão sobre os acontecimentos de "espírito olímpico" são sempre colocadas de lado, reconhecidas como prêmio de consolação, o negócio mesmo é a medalha de ouro.
Desde de 1964 o comitê olímpico, adota a medalha Pierre de Coubertin, para valorizar os atletas que aplicassem os ideais do olimpismo em uma situação inusitada durante as competições.
Até hoje, só há seis atletas e um técnico premiados com essa medalha (mais informações).
Ok, vamos a prática!
Como não achei vídeos dos atletas olímpico que deram exemplos olímpicos, peguei alguns exemplos de atletas que deram esse exemplos em outras competições.
Essa menina, que estava em último lugar, e viu uma moça que estava na frente dela com problemas físicos para terminar a partida, simplesmente a ajudou e ainda a fez passar na frente dela. Afinal de contas, que glória tem em ganhar de alguém que perdeu por impedimentos que não dependiam da vontade e esforço daquela pessoa? A organização dessa corrida (acho que o mesmo vale para olimpíadas), em regra, desclassificaria a corredora que teve problemas, pois não é permitido receber ajuda externa para terminar a prova, mas nesse caso, não houve essa desclassificação.
Esse exemplo não é da olimpíada, mas descreve o verdadeiro espírito olímpico.
E do Vanderlei, na Grécia, em 2004, lembram? Um padre desprovido de equilíbrio mental agarrou ele e o empurrou para fora da competição, no momento em que ele tinha mais ou menos uns 20 segundos de vantagem sobre o segundo colocado. Um Grego, chamado Polyvios Kossivas, que assistia, se meteu no meio daquele padre, e ajudou o Vanderlei a continuar a corrida. Ele não desistiu, e mesmo perdendo ritmo, e tempo, chegou em terceiro lugar.
Espirito olímpico em não desistir, e espírito olímpico em se por no lugar do próximo por parte do Grego.
E este rapaz aqui (também não aconteceu nas olimpíadas, mas também é espirito olímpico):
Que não entendeu, a princípio, a pergunta de uma jornalista que disparou: "Por que você fez isso?" (Fonte).
- Por que o senhor deixou o queniano ganhar?
- Eu não o deixei ganhar, ele ia ganhar.
- Mas o senhor podia ter ganho.
- Mas qual seria o mérito da minha vitória, a honra dessa medalha? Se eu ganhasse desse jeito, o que eu ia falar para a minha mãe?
..e respondeu ao nível da infantilidade da pergunta (ou ao nível que deveríamos ter adquirido esses valores): "O que eu ia falar pra minha mãe?"
A realidade, é que a vida é uma grande competição o tempo todo, nós podemos observar isso na natureza, entre animais e plantas. Mas como somos seres com uma capacidade maior de raciocínio, podemos concluir facilmente, que isso nos limita mais do que motiva, e portanto, tudo tem que ter equilíbrio.
Se o outro é melhor que você, isso não deveria dizer nada sobre você, pra começar.
Assim como no esporte, é na vida, as vezes vocês esta numa posição que não esta te favorecendo apenas, nada é motivo pra desanimo ou desespero.
Aliás, algumas histórias de pessoas de sucesso são marcadas pelo momento em que reconheceram suas limitações em um determinado momento da vida, e se preocuparam em melhorar por elas mesmas, ao mesmo tempo, não perderam a oportunidade de perguntar "Rapaz, como você faz isso?", como por exemplo, o Messi (do futebol) e Chris Gardner (das corretoras). Afinal das contas, teu sonho ta lá cara, foi você quem criou ele, ele é só seu, fica bem e vai la buscar!
Existem umas competições completamente desnecessárias, que deixam nossos ambientes podres, como competição entre amigos...
Esses dias estava com um amigo meu, e ele me falou algo mais ou menos assim: "Eu tenho observado, que algumas pessoas que se dizem amigos, se aproximam de mim, e me dão conselhos obviamente ruins.". Pode ser uma interpretação ruim? Pode sim. Mas também podem ser pessoas que na realidade não são amigos seus, simplesmente não querem exatamente seu bem, ou querem algo que você tem a perder.
Parece uma coisa horrível isso, mas eu já vi acontecer muitos relacionamentos acabarem, por conta de conselhos do tipo "Você está perdendo a curtição da sua vida amarrado ao relacionamento", ou "Cara, você agora só tem assunto de Pai, bebe, criança, não to te reconhecendo mais", e depois, a pessoa responsável por esses mesmos comentários se aproximar da parte ferida com toda assistência do mundo.
Ou por omissão, o "amigo" vê o outro errando, e prefere se omitir porque se interessa pelas perdas - opcionais - que aquele amigo tem a oferecer... Reflexão sobre esse fato, muito comum de acontecer!
Existem infinitas competições sem sentido, tais como competição por melhor aparência, vestimenta, nota, colocação social, pegação... Em épocas de redes sociais então... As pessoas são extremamente criativas nas horas de "não ficar por baixo".
Se o outro, sempre for o objeto de superação, será essa honra ao mérito, genuína? O que vejo nos atletas é sempre um discurso de auto-superação, não superar o outro. Daí vemos atletas, muitas vezes, com vantagens absurdas sobre os outros, como a Simone Biles ou o Michael Phelps, são claros exemplos de pessoas que exploraram seus talentos e cuidaram de suas próprias vidas.
Mas ao que parece, desde pequenos somos adestrados a achar genial competir com os outros, acima de reunir valores pra nos proteger de qualquer eventual derrota.
O que é um comportamento instintivo, não racional. E quando baseamos uma vida em ações instintivas, não somos poupados de nos deparar com doenças mentais, como qualquer outro ser humano (ou seja, mesmo que a gente evite pensar, o cérebro não deixa de existir).
E competição arrasa com a auto estima de muita gente, além de intimidar os impulsos criativos. As pessoas ao invés de, com a ajuda dos valores morais, se conhecer, e focar no desenvolvimento de suas melhores habilidades, fazem escolhas sociais, que as colocam numa posição de "melhor que os outros" dentro da sociedade, e muitas vezes são recompensadas financeiramente por tais escolhas. Mas vivem pouco satisfeitas.
Há também o fato de que regionalmente esse comportamento é intensificado por alguns fatores. Competição exacerbada não é um comportamento exclusivo dos brasileiros, mas é intensificada por conta das nossas relações interpessoais, sendo nós, muito comunicativos, muito rodeado de muita gente, essas coisas são demonstradas com tanta transparência quanto os outros comportamentos e sentimentos.
Além disso, as oportunidades não são muitas em muito setores profissionais, e em outros parâmetros, tais como, pessoas que nos relacionamos, e adquirir respeito por parte dos outros.
Enfim...
Uma pena não ter medalha pra quem supera os instintos e escolhe fazer o seu melhor, genuinamente, no cotidiano, não é mesmo?
Tipo aquele amigo, que viu que o outro ia tomar uma atitude que iria se arrepender, e o avisou.
Ou aquela pessoa que se recusa - usar de atalhos - para alcançar um objetivo, sem respeitar as pessoas que estão sendo honestas.
Aquela pessoa que terminou um relacionamento e decidiu tomar conta do próprio estado de espírito, ao invés de dar partida numa corrida de quem coloca um novo nome de status de relacionamento primeiro, no facebook.
Aah! Hoje, muito na moda, a competição de quem se importa menos! Que saudável essa grande novidade ne? (Esse assunto aqui rende, melhor nem aprofundar muito...rs)
Ou até mesmo aquela pessoa que contou com ajuda de um monte de gente na vida, foi favorecido por diversos ambientes, e consegue enxergar isso, e não se sente melhor que o outro por -esforço próprio-, reconhecendo as vantagens que teve durante a vida.
Lembrando que a grande maioria das medalhas estão no domínio dos países que conseguem fazer um maior investimento em seus atletas. Infelizmente galera, se dedicar para alcançar um objetivo, seja ele qual for, e ao mesmo tempo ter a preocupação de por comida dentro de casa, pagar conta, e até mesmo se todos os seus familiares estão se envolvendo com coisas certas, não é fácil, é bem difícil.
Existem pessoas que conseguem ser melhores do mundo nessas condições? Sim!! Porém isso não deveria ser motivo, para falarmos que só depende da vontade da pessoa, cada pessoa tem uma história, um conjunto de influencias que nem sempre são boas, ainda mais quando vivem coisas difíceis. Não é difícil saber desse mínimo, e perceber que nem todos sofrem do mal da preguiça e do pouco esforço. Quem consegue superar dificuldade financeira e social, merece duas medalhas, porque viver uma realidade ruim, é real, principalmente num mundo onde existir miséria é interessante para precarizar condições de trabalho...
Já ligou esses pontos?
Vamos ficar malandros e viver melhor uns com os outros.






















